Há estrelas partidas em
naves que sonhaste e
minha alma se estende oceânica
num verde planeta incandescente...
milagre de chamas de carnes recendem onde
a imaginação da manhã canta triste,
uma aurora recolhida,
abre um cálice de eternidade
eu te deito
num silêncio e
te acolho, nú
tarde, tarde,
a tua mão vai erguendo
uma resina de luz presa nos meus cabelos, uma ágata...
a ímpia riqueza , a umbrosidade de uma paz se transplanta
enverdecendo o negro brilho da pedra úmida, úmida...
as palavras se divertem... catam sombras na tua boca,
o teu sorriso se dissolve no sal de uma praia estiolada.
universo aceso de odores cristalinos,
teu abraço é uma solidão sentida....uma matéria vazia
e sai movendo , louco, objetos dentro de minha casa,
fantasmas mudos,
cegos...
toda a minha vida
arde aberta
o pensamento,
o dourado calcinado do pensamento acende
uma lábia canina, macia,
cerrando
os dentes do tempo que criam outro
vazio de ti....
eu desmaio
a delicada sombra da tua pele machucada
resplende no ar, meus olhos ardem...
uma rosa se fecha crispada, em dor
incendiada
a cor se arrebenta no espelho ,
multidões de crianças coloridas correm
e bincam em silêncio
dentro de mim e de ti
eu te cato por trás dos gritos
eu te sei por trás dos sonhos
eu te tenho...
demasiado
és mais do que o sol que cresce,
meu.
Simone
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