quinta-feira, 29 de março de 2007


Às seis da tarde eu recolho a minha tristeza e trago
pra dentro do meu peito a tua alma acordada...
E a fria virtude das paredes
nem sonha na veste santa da mulher que sai indiferente...
um pombo se choca contra o espaço...
A vida desce líquida, vazia em opalas transparentes,
gotas brancas,
suave rocha oca ...eu vou crescendo na noite do teu sonho
dividido ao meio e um pensamento
atordoado e louco, se move no jardim ...
o espaço respira e arde...
milhões de luas se sentam
contentes em nos ver...

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