sexta-feira, 30 de março de 2007

A pergunta que não quer ser respondida

Seja qualquer o método (científico ou não) que se use para responder à pergunta fundamental "De onde viemos?" - cada resposta leva a uma nova pergunta, numa espécie de maiêutica moto-perpétua!

É inevitável dizer que a origem de tudo "sempre existiu" e/ou se "auto-criou":

...Nenhuma resposta parece satisfatória ou definitiva - Seleção Natural, DNA, proteínas, ligações atômica, teoria quântica, Big Bang, Singularidade...O mesmo se diz das religiões: Se Deus criou tudo, quem criou Deus?

E quanto à essência do ser humano? A mente é o fantasma da máquina?
Quando eu digo "este corpo é meu", quem está dizendo isso?
(Lembre-se que não se usa uma expressão para definir ela mesma. Não posso, por exemplo, responder à pergunta acima simplesmente com "eu" porque é exatamente isso que quero definir!)


Vivemos num labirinto. Quem tenta sair só sabe se o caminho escolhido é errado quando chega a um beco sem saída. (Muita gente já desistiu de procurar)


Talvez o labirinto seja tão grande que nunca saberemos se há outros tentando achar alguma coisa também.
As coincidências continuam sendo apenas coincidências: OVNIs, proporção áurea, inconsciente coletivo...


"Será que é só isso?" perguntam milhões de mentes.
Somos apenas animais que tiveram a sorte (ou azar) de ter consciência..??
Temos que desaprender tudo o que aprendemos sem questionar o processo de "desaprendimento"?!

...Conceitos não têm valor? Pela via das dúvidas (paradigma?) nós os mantemos porque parecem úteis. Nossas leis são (ou deveriam ser) baseadas em Ética.


Penguntar, mais do que cansar, incomoda. Ainda bem que uma parcela da Humanidade continua explorando o labirinto - e outra admirando-o.

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